Líderes latino-americanos se posicionam contra o golpe

De Mujica a Rafael Correa, presidentes e ex-presidentes expressaram solidariedade à presidenta afastada Dilma.

Nos dias que antecederam a votação do impeachment e após definida a saída da presidenta Dilma Rousseff, nesta quarta (31), vários governos e líderes do continente latino-americano expressaram seu repúdio ao golpe realizado pelo Senado Federal brasileiro.

Um dos primeiros mandatários a se manifestar logo após a divulgação da destituição de Dilma foi Rafael Correa, presidente do Equador. Ele que afirmou em sua conta de Twitter que retirará o embaixador equatoriano no Brasil.

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Em seguida, a ex-presidenta Cristina Fernández, da Argentina, tuitou: “América do Sul, mais uma vez laboratório da direita mais extrema”. Ela também expressou solidariedade às vítimas desta situação: “Nosso coração está junto com o povo brasileiro, Dilma, Lula e os companheiros do PT”.

O governo da República Bolivariana de Venezuela publicou uma nota oficial condenando “categoricamente o golpe de Estado parlamentar consumado no Brasil contra a presidenta Dilma Rousseff, pelo qual perigosamente tem se substituído ilegitimamente a vontade popular de 54 milhões de brasileiros, violentando a Constituição e alterando a democracia neste país irmão”.

O governo da República de Cuba também publicou nota de condenação ao golpe, afirmando: “Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foi impulsionado um modelo econômico-social que permitiu ao Brasil dar um salto no seu crescimento produtivo com inclusão social, garantindo a defesa de seus recursos naturais, a criação de novos empregos e a luta contra a pobreza”.

O presidenta da Bolívia, Evo Morales, declarou em sua conta de Twitter que está avaliando retirar seu embaixador do Brasil.

No contexto da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo, que está acontecendo na capital uruguaia, Montevidéu, ocorreu um ato de repúdio à destituição de Dilma, conduzido pelo ex- presidente uruguaio José “Pepe” Mujica. A manifestação foi convocada pela central sindical PIT-CNT.

A Bancada Progressista do Parlamento do Mercosul (Parlasul) emitiu nota expressando seu “total repúdio ao Golpe de Estado cometido contra a companheira presidenta Dilma Rousseff por setores oligárquicos, conservadores e reacionários do Brasil. Não há mais democracia no Brasil. Ela foi subtraída por um grupo de parlamentares corruptos e juízes que não estão do lado da Justiça”.

Foto: Mujica participará de ato nesta quinta-feira (1º) em repúdio à destituição de Dilma Rousseff / Roberto Stuckert Filho/ PR

(La Nota digital)

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